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Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça (Foto: World Economic Forum / Christian Clavadetscher)

 

O presidente Jair Bolsonaro iniciou seu governo com total má vontade às questões do meio ambiente.

Primeiro veio com a ideia de fundir os ministérios da Agricultura e Meio Ambiente, proposta que foi rejeitada pelo próprio pessoal do agronegócio. Seria um tiro no pé, para usar o jargão militar.

O mundo está de olho no Brasil e os importadores dos nossos produtos não aceitam qualquer deslize com a natureza. Prova disso é que os próprios exportadores e produtores criaram a moratória da soja, para certificar aos seus clientes do exterior de que o produto que eles estão levando não é originário de áreas desmatadas da Floresta Amazônica.

Tudo bem, é  verdade que existe uma certa má vontade com o Brasil, que enfrenta uma série de barreiras lá fora pretensamente ambientais, que não passam de pressões escusas de nossos competidores. Mas isso se resolve na mesa de negociação.

Na guerrinha contra os ambientalistas, Bolsonaro nomeou Ricardo Salles para o Ministério do Meio Ambiente, indicação do agronegócio, além de fatiar a Funai entre vários ministérios, esvaziando o órgão que trata da proteção aos indígenas.  Pior ainda, escolheu um chanceler (Ernesto Araújo) que acha aquecimento global uma balela e já se disse contrário ao Acordo de Paris.

Aos poucos, porém, o governo começa descer do palanque e cair na real. Hoje, o presidente acertou o passo, como se diz no jargão militar, ao defender a compatibilização entre produção agropecuária e preservação ambiental. Não existe outro caminho – para o bem dos negócios e para a sobrevivência do Planeta. Resta saber se Bolsonaro está falando sério.

Source: Rural

Source: Import Rural

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