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brf-empresa-unidade (Foto: Lucas Tavares/Agência O Globo)

 

A BRF celebrou acordo com a Tyson International Holding Co. estabelecendo os termos e condições para a alienação de 100% das ações detidas pela BRF em unidades de processamento de alimentos e abate de aves localizadas na Europa e Tailândia. Segundo fato relevante divulgado na manhã desta quinta-feira (7/2), a transação considerou um "enterprise value" das empresas de US$ 340 milhões.

De acordo com a companhia, a conclusão do negócio ainda aguarda a verificação de algumas condições precedentes, incluindo a aprovação pelas autoridades regulatórias. A operação, destaca a BRF, faz parte do plano de reestruturação operacional e financeira da companhia pelo qual pretende arrecadar cerca de R$ 4,1 bilhões.

Inicialmente, o grupo previa atingir R$ 5 bilhões com os desinvestimentos.Com a venda, a companhia estima que a razão entre dívida líquida/Ebitda ajustado ficará em torno de 5 vezes no quarto trimestre de 2018, incluindo os efeitos pro forma de todas as vendas de ativos já anunciadas, e chegando a 3,65 vezes no quarto trimestre de 2019, "o que representa um adiamento de seis meses para o alcance das metas divulgadas em junho de 2018", conclui a empresa.

"Consolida estratégia"

Assim como a BRF no Brasil, a Tyson Foods também anunciou na manhã desta quinta-feira (7/2), a compra das operações tailandesas e europeias de processamento de alimentos e abate de aves da companhia brasileira. A transação inclui quatro unidades na Tailândia, uma planta na Holanda e uma fábrica no Reino Unido. De acordo com as empresas, o negócio foi fechado por US$ 340 milhões.

A Tyson acrescentou que a transação integra a estratégia de crescimento global da companhia e de participação no mercado de alimentos de valor agregado, que foi acelerada pela aquisição da Keystone Foods no ano passado. "Além dos benefícios domésticos, a compra da Keystone nos proporcionou uma plataforma de produção escalonável no mercado asiático de aves. As instalações da BRF nos ajudarão a complementar e fortalecer nossa presença na Tailândia e aumentando nossa capacidade de atender, na Europa, à crescente demanda global por proteína de valor agregado", disse o CEO da Tyson, Noel White.

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As operações da Tailândia incluem uma fábrica de rações, incubadoras, fazendas de criação e unidade de cultivo de fornecimento de aves para processamento. De acordo com a Tyson, essas unidades fabricam produtos frescos e congelados para a rede varejista e de foodservice de toda a Ásia e alguns países da Europa.

Já as unidades de processamento de aves da Holanda e do Reino Unido têm amplo alcance de mercado na rede varejista e de Foodservice do continente europeu. "Estima-se que aproximadamente 90% do crescimento do consumo global de proteínas ocorrerá fora dos Estados Unidos, com 60% do volume vindo da Ásia nos próximos cinco anos", disse o presidente da Tyson International Holding Co., Donnie King.

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"Aumentar nossa presença internacional com as operações no país e as capacidades de exportação ajudará a Tyson Foods a acessar estrategicamente novos mercados e atender melhor à crescente demanda global por nossas proteínas de valor agregado", completou King.

Segundo a Tyson, a transação deve ser concluída até o fim do terceiro trimestre fiscal da empresa. O acordo está sujeito à aprovação de órgãos reguladores.

Abaixo da meta

A BRF encerrou nesta quinta-feira (7/2), seu plano de desinvestimentos sem ter alcançado a meta inicial de captar R$ 5 bilhões – angariou um total de R$ 4,1 bilhões após a venda anunciada pela manhã de unidades da Europa e da Tailândia à Tyson Foods por US$ 340 milhões (R$ 1,3 bilhão). Em teleconferência, o CEO da empresa, Pedro Parente, justificou o desempenho aquém do esperado pelo fato de a companhia ter encontrado "adversidades" na Argentina e na Europa, regiões nas quais realizou vendas de ativos

"Na Europa, há uma série de incertezas relacionadas ao Brexit", disse o executivo, citando o processo de desvinculação entre o Reino Unido e a União Europeia.

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Segundo Parente, 81% da meta projetada foi alcançada, ou seja, R$ 4,1 bilhões. O CEO conta que os membros do Conselho de Administração chegaram a cogitar a possibilidade de novas vendas para que a meta de R$ 5 bilhões fosse alcançada, mas como todas as vendas previstas foram feitas, ainda que com valores mais baixos que os esperados, e haverá apenas "um atraso temporal" na queda da alavancagem, a conclusão foi de que a venda de novos ativos "não se justifica".

A BRF estima que a alavancagem – razão entre a dívida líquida e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) Ajustado – ficará em torno de cinco vezes no 4º trimestre de 2018, incluindo os efeitos pro forma de todas as vendas de ativos já anunciadas, e aproximadamente 3,65 vezes no 4º trimestre de 2019, o que representa um adiamento de seis meses para o alcance das metas divulgadas no Fato Relevante de 29 de junho de 2018.

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