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negocios-expodireto-cotrijal (Foto: Divulgação/Cotrijal)

 

Expodireto deve gerar R$ 2,7 bilhões em negócios na feira de 2019. Foi o que afirmou Nei César Mânica, presidente da Cotrijal, cooperativa que organiza o evento, no lançamento da 20ª edição, nesta segunda-feira (11/2), em Porto Alegre, com transmissão via internet. A feira será entre 11 e 15 de março, em Não-me-toque (RS).

Se o número for confirmado, será um crescimento de 22,33% em relação ao evento de 2018 (R$ 2,207 bilhões). “O desenvolvimento rural passa pelo aumento da produtividade. Nosso desafio é acompanhar o desenvolvimento tecnológico e selecionar o que agrega valor”, disse Mânica, em discurso.

No ano passado, embora celebrasse 4% de crescimento na feira, a organização avaliou que o desempenho poderia ter sido melhor, não fossem as incertezas no crédito rural. Na época, em função da queda na taxa Selic, hoje em 6,5% ao ano, o setor reivindicava redução de taxas dos financiamentos, posição defendida também pelo então ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

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Neste momento, um dos principais pontos indefinição está no Moderfrota, a principal linha de crédito para máquinas equipamentos no Brasil. O Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019 reservou R$ 8,9 bilhões para o programa entre julho de 2018 e junho deste ano. Só de julho a dezembro de 2018, foram liberados R$ 5,26 bilhões, a taxas de juros que variam de 7,5% a 9,5% ao ano.

A possibilidade de zerar o cofre do Moderfrota levou a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) a pedir ao governo federal um aporte de R$ 3 bilhões ao programa. Em documento, em janeiro, a entidade afirmava que o montante é suficiente para atender a demanda só até março.

Nesta segunda-feira (11/2), o presidente da Cotrijal, garantiu, no entanto, que essa situação não afeta as expectativas de crescimento no volume negociado na Expodireto 2019. As oito instituições financeiras que estarão no evento, além dos bancos próprios dos fabricantes, já sinalizaram ter o suficiente para atender a toda a demanda necessária.

“Vai ter recursos suficientes para atender toda a demanda necessária. Passa de R$ 4 bilhões disponíveis”, ressaltou. “Nossa expectativa não está condicionada à liberação do Moderfrota. Depois da Expodireto, provavelmente acabarão os recursos, há outras grandes feiras no Brasil e o setor de máquinas precisa desse aporte. Tenho certeza de que o presidente entenderá essa necessidade porque é o agronegócio que vem sustentando a balança comercial”, acrescentou Mânica, em conversa com jornalistas depois da cerimônia.

Reforçando seu otimismo, o presidente da Cotrijal avaliou que o empresariado está mais otimista em relação aos rumos da economia brasileira e mais disposto a investir. Destacou como sinal positivo o resultado do Show Rural Coopavel, na semana passada, em Cascavel (PR), de R$ 2,2 bilhões em negócios.

“O produtor vinha, nos últimos dois anos, com um ressentimento de incerteza, porque não sabia se investia ou guardava recursos ou produção. Agora, com uma clareza maior de como pode se comportar a economia, os empresários estão fazendo projetos”, disse ele.

A Expodireto Cotrijal deve receber um público entre 250 mil e 270 mil pessoas, nas estimativas da organização. Os mais de 500 expositores devem ter contato com representantes de cerca de 70 países. Os planos são de aumentar o tamanho do evento nos próximos anos. A Cotrijal adquiriu mais 14 hectares de área, que serão somados aos atuais 84 utilizados na exposição.

“Não vamos falar no curto prazo, mas, agora temos condições de pensar em uma ampliação”, afirma o presidente da Cotrijal. Segundo ele, cerca de 200 empresas estão em uma espécie de lista de espera por um espaço na exposição. “Procuraremos fazer com muito critério e seleção”, acrescentou.

Incentivos

Questionado sobre a possibilidade de redução dos subsídios ao crédito rural, Nei Mânica pontuou ter pedido ao governo que não mude as regras de financiamento de longo prazo e que o incentivo ao setor não é um benefício, mas uma necessidade. Argumentou ainda que é preciso clareza nas condições. E defendeu que as atuais taxas de juros nos financiamentos estão elevadas em relação à taxa básica da economia.

“Anos atrás, o juros era mais barato. Hoje, o setor produtivo paga o dobro do que realmente é com a inflação. É um juro muito elevado. Não acreditamos que vá haver redução, mas não acreditamos que há espaço para aumentar neste ano. É preciso incentivar o setor com recursos, seguro”, afirmou, argumentando que o produtor deve aproveitar oportunidades enquanto ainda há juros fixos no crédito de longo prazo.

Concessões

Durante a cerimônia, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), ressaltou o cenário de crise nas finanças do Estado e a necessidade de reduzir os custos da máquina administrativa. E afirmou que está preparando uma agenda de reformas estruturais e um programa de privatização das empresas estatais, entre elas, as mineração, gás e energia elétricas.

Leite informou também que, ainda neste primeiro semestre, prevê lançar os primeiros editais de concessões de rodovias no Estado. “O Estado não tem capacidade de fazer sozinho os investimentos em infraestrutura. É preciso buscar as parcerias com o setor privado”, afirmou.

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